terça-feira, 30 de julho de 2013

Dopadassa de sono -.-

   Ontem fui ao psiquiatra. Tinha deitado por volta das 4hs da madruga e acordei às 9hs para lavar a cabeça e me preparar para a ida ao médico. Como toda vez q durmo menos de 10 horas, meu cérebro joga uma descarga de adrenalina e cortisol preu dar conta do dia. É como se fizesse um empréstimo de energia a ser cobrado no dia seguinte, com juros. Ok, lá eu falei q o citalopram q eu estava tomando não adiantou nada, foi como se bebesse só água. Como minha mãe melhorou muito, como nunca antes na vida dela (teve depressão, agressividade e ansiedade a maior parte da vida), o psiquiatra resolveu testar o mesmo remédio comigo. Se chama Stelazine (dicloridrato de trifluoperazina) para tomar 4mg ao dia. É um psicotrópico. Não, ele não exagerou. Desde os 18 anos (ou seja, há 9 anos) eu tomo antidepressivos que nunca resolveram nada, no máximo  amenizaram um pouco a depressão. Quem sabe, né?! Tô pedindo a Deus pra dar certo comigo tb.
   Depois do psiquiatra, fomos a um supermercado grande que tem preços bem melhor q o da nossa cidade. A gente anda pacas. Chegamos em casa eu ainda estava toda animada cheia de energia...sim, pq hormônios não tem "freio" por causa da bipolaridade. Eu sabia q não dormiria sem tomar ansiolítico e fiz, como sempre faço nessas ocasiões, pois daí consigo dormir direito. E tb tomei a nova medicação, como havia sido receitado. Só depois q fui saber que o Stelazine tb dá sono. Digamos que capotei 1:30hs no sofá, vendo TV. Acordei sem saber onde estava era 5:45hs. Fui pra cama. Acordei com minha mãe me chamando era quase 16hs. Eu almocei, eles saíram e...eu capotei outra vez. Acordei às 9 da noite! Agora lanchei, tô no PC pra evitar dormir antes da hora certa.
   Hoje nem morta que tomo ansiolítico (Olcadil), ainda bem, pq não é bom tomar regularmente, é só pra momentos de crise. Tomara q eu acorde num horário aceitável e SEM sono, PELAMORDEQUARQUÉCOISA!!! Não aguento mais dormir!
  Se eu conseguir, amanhã conto como foi, e comento os blogs dos meus amigos q amo tanto :) Hj acho q só consegui comentar em dois, mais é melhor do que nada, né?!
  
  bjs a todos, estou com saudades de vcs!





terça-feira, 23 de julho de 2013

Mais um pouco sobre mim

 Aos poucos estou conseguindo comentar nos blogs que eu sigo novamente, tenham paciência, não me esqueci de ninguém. :) No momento estou passando por depressão, mas estou a todo custo lutando contra ela. O remédio que o psiquiatra me passou não está fazendo nenhum efeito. Parece água com açúcar. E a fibromialgia me atingiu em cheio. Já estou acostumada a não ter muita energia, ter sono o dia todo (e ficar ligada à partir das 21hs) e acordar com os músculos rígidos. Faço alongamentos e me levanto, apesar da falta de vontade. Mas agora, por causa da depressão, está bem pior. Sinto muitas dores, acordar e levantar é um sacrifício terrível. Estou saindo de casa, mesmo tendo vontade de me trancar  no quarto. Lavar a louça me dói demais as costas, como se estivesse levando uma punhalada. a água gelada parece um monte de agulhas entrando na pele das mãos. Mas ainda assim me esforço para fazê-lo, mesmo que nem sempre eu consiga. Minha cabeça está se cansando fácil demais, conversar (algo que amo fazer) se torna uma fardo, é como se eu tivesse estudado o dia todo prum vestibular.
Segunda agora vou ao psiquiatra, espero q ele ache outra medicação.

Escrevi esse texto como comentário no blog da Menina Maléfica, e achei que seria interessante postar aqui também, pra vcs conhecerem mais um pouco da minha história:

"Já tive mto medo de saberem meu diagnóstico. Pavor descreveria melhor. De acabar sendo taxada de louca. Tb morria de medo do que os outros pensariam de mim, queria passar uma imagem de legal, que ninguém descobrisse meus defeitos, pois eu temia que não me quisessem mais. Eu tentava ser a pessoa que pensava q os outros queriam q eu fosse. Essa neurose chegou tão longe que eu não conseguia comer em público. Eu era magrela por natureza, comia pouco por causa da depressão leve q tive a vida toda, sem saber. E eu ainda usava aparelho fixo, pra piorar. Então eu sentava pra comer e já pegava pouquinho, pois sabia que minha garganta iria travar e eu não conseguiria comer. Ia ao banheiro logo depois pra limpar o aparelho. Quando eu voltava, sentia como se os olhos voltassem para mim, achando q eu tinha bulimia ou algo assim. Esse medo me prendia. Quase não tinha amigos, pois era muito quieta, tinha medo de dizer algo e parecer uma idiota. Pensava 30 vezes antes de dizer qualquer coisa.

Só sei que aos 19 anos foi o ápice pra mim, eu finalmente parei de aceitar aquilo como sendo parte da minha personalidade. Consegui enxergar que aquilo fazia muito mal e eu precisava mudar. Não aguentava mais viver naquela prisão de medo na qual eu vivi toda minha vida. Mas eu não sabia como e nem por onde começar. Pedi ajuda a Deus, pois sei que Ele é o Deus dos impossíveis e que Ele não queria me ver sofrer daquele jeito.
Não foi algo do dia pra noite. Foi um processo. Me lembro de ter lido um versículo na Bíblia "maldito o homem que confia no homem" Jr 17.5
Eu finalmente percebi que me preocupava demais com o que as pessoas pensavam de mim, mas que só o que Deus pensa de mim é q vale. Pq Ele me olha através de Seu amor e perdão.
Com isso sempre em mente, colocava-me em situações desconfortáveis pra mim e pedia a ajuda de Deus. Só sei que nesse processo lento que demorou uns 5 anos, aprendi que as pessoas se afastam de quem tenta passar uma imagem de perfeição e que tem medo de se expor. Descobri é que me abrindo, sendo sincera, rindo dos próprios micos e de mim mesma, acabava atraindo mtas pessoas. No fundo, todos têm esse desejo de serem aceitos. Mostrar que vc tb tem falhas, acaba desarmando as pessoas contra vc. E isso é algo que acontece muito na blogosfera, não só com quem tem transtornos psiquiátricos. Com todo mundo. Pq a gente se abre e fica exposta nossa fragilidade.

No segundo ano da faculdade que fiz, numa aula de psicologia, um assunto puxou o outro e eu acabei me abrindo sobre o transtorno bipolar. Ninguém poderia imaginar, pois escondo mto bem meus sentimentos, qndo necessário. Primeiro ficaram espantados, depois curiosos para saber sobre a doença. E eu expliquei tudo para eles. Expliquei de maneira científica e tb como isso me afetava, e como eu queria poder ajudar pessoas com o mesmo problema e por isso queria estuda Psicopedagogia. Ninguém me julgou, e eu nem ligava se isso acontecesse. Pq pra mim, estariam julgando o transtorno bipolar, e não a mim. Senti q meu papel era ser porta-voz dessa doença, pra acabar com os estigmas e o preconceito."